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Criatividade

Em casamento na praia, vamos de jangada!!!

Basta pensar no cheirinho de maresia e na vista incomparável do litoral do Nordeste e eu já quero casar de novo, só pra ter uma versão praiana da festa (hahaha, meu marido enfartando aqui!!!). Muitos casais compraram a idéia e o casamento na praia virou um negócio lucrativo e, ao mesmo tempo, absurdamente caro. Muuuuita gente, por sua vez, desistiu da opção rapidinho só de ver os preços, mas, meu povo, algumas noivinhas são duras na queda, viu? Minha amiga Darley Melo, talentosíssima jornalista de Fortaleza, era dessas que tinham muito fôlego (e lábia pra gastar também, hehehe).

Ela conheceu o marido, Gustavo, na praia e nada mais justo que esse também fosse o cenário do dia do SIM. Só tinha um detalhe, a Darley não só sonhava em casar de frente pro mar, tinha que ser, digamos assim, I-NES-QUE-CÍ-VEL! O primeiro passo foi procurar o local para a festa e a cerimônia. Depois de muita pesquisa, eles escolheram uma casa na Prainha, em Aquiraz, a 20km de Fortaleza. O lugar era perfeito, bem no encontro do rio com o mar e, o melhor, uma pechincha em comparação com as outras opções. Pra aproveitar ainda mais o momento, os familiares mais chegados e os noivos decidiram passar logo o final de semana por lá e fizeram o esquema “casamento americano”, com todo mundo ajudando nos preparativos.

Casa do casamento na praia
Chegou o dia 18 de março de 2012! Dava até pra cantar Jeneci: “Pra gente se casar domingo, na praia, no sol, no mar…” Assim que amanheceu, cada um tinha uma tarefa. O noivo foi com os amigos fixar as placas indicando o trajeto para a casa (pelo amor de Deus, não queremos ninguém perdido!!!)
Planas indicando local do casamento
A mulherada também tinha muitos afazeres, portanto… Foi tomar um banho de mar (porque ninguém é de ferro, hehehe). Foi quando a Darley viu a idéia mirabolante “literalmente” surgir diante dos olhos: “Fiquei refletindo sobre a importância daquele dia. (…) Eu não seria mais solteira… Aquele era meu último domingo como uma donzela desamparada. 😉 Todo aquele tempo de enrolação (6 anos e meio de namoro) ia acabar em algumas horas! Entre pensamentos e alegrias, me deparei com uma jangada que chegava do mar com apenas um pescador… É isso! VOU CHEGAR NA CERIMÔNIA DE JANGADA!!!”
Oi?!
É ou não é coraaaagem?! No meu caso, que não sei nem nadar, tinha que ir de bóia, hahaha. 😀
Voltando…
Aí veio a negociação, nas palavras da noiva:
“Darley – Ei moço, quanto você cobra pra me levar pro outro lado do rio? Até aquela casa?
Pescador – Agora, moça? Baratinho.
Darley – Não, só às 16h30. Vou casar.
Pescador – Eu cobro 200 reais!  
Darley – OI? DUZENTOS? Moço, não são nem 200 metros!
Pescador – É porque pra casamento é mais caro.
Darley – E o senhor sempre leva noivas pra lá por esse preço?
Pescador – Não, nunca vi nenhuma noiva por aqui, não. Você é a noiva?
Darley – Moço, me ajude.
Pescador – Vou por 100 reais!”
 Local do casamento na Praia
Até os jangadeiros entendem do mercado casamenteiro, meu bem, não se engane! Hahaha. 😉 Bom, com o negócio fechado, minha amiga, Darley, estava determinada a seguir o plano babado e deixar todo mundo de queixo caído (inclusive o noivo lindo, que não sabia de nadinha).  “Era isso ou entrar a pé, pela calçada, igual a todo mundo. Não, sou única!” Só teve um probleminha. Na empolgação, ninguém lembrou de pegar telefone ou endereço do tal pescador. O jeito foi esperar que ele cumprisse a promessa de aparecer no local e horário marcados.

Minutos antes do casamento, chega a comitiva com a noiva, a assistente do cerimonialista e o primo do noivo, Tiago, os dois últimos #chateados nada felizes com a idéia surpresa, que se desse errado poderia colocar o casamento por água abaixo de verdade. E se chover? E se você cair no rio? E se, e se…? Nada a convenceu, ela estava decidida. Quando desceu do carro de vestido branco, salto e buquê, ainda posou pra foto com um monte de banhistas, mas depois dos 15 minutos de fama… Cadê o pescador? É… Rapadura é doce, mas não é mole, não. Oh desespero! O jeito foi procurar outro jangadeiro (não falei que ela não desistia?!). Logo encontrou um rapazinho que já se preparava pra ir pra casa. E tome lábia: 
“Darley – Ei, moço! Quanto você cobra pra me levar até aquela casa depois do rio?
Jangadeiro – Vai casar, é???
Darley – Sim, eu vou! Quanto você cobra? É que eu combinei com outro pescador e ele não veio. Estou desesperaaaada!
Jangadeiro – Quanto ele cobrou?
Darley – 25 reais. (Ah, moleeeeque, hahaha.)
Jangadeiro – Cobro 50.
Darley – Moço, mas só vim com 25.
Jangadeiro – Tá eu faço por 25.
Darley – Moço, é que a (jangada) dele era bem pintadinha, ajeitadinha… A sua é menor e tem uma cadeira azul na frente…
Jangadeiro – Hummm…
Darley – Mas, na verdade, vou dizer a real… Tô pobre, gastei muito no casamento…
Jangadeiro – Moça, faço por 20 e ponto final.
Darley – Pronto. Tô só com 10 aqui, mas lá do outro lado te dou os outros 10, tudo bem?”

Depois de tanta luta, o desfecho perfeito!
Chegada da noiva de jangada
Em menos de 4 minutos, ela já estava do outro lado, em terra firme, intacta, linda e feliz nos braços do seu amor! Detalhe, nem o pai da noiva sabia do plano. Todo inocente, esperando a filha do outro lado, hehehe. Muita emoção, inclusive pra ela: “Não chorei, só pensei na nossa música, quando tocou. É… Meu marido e meus convidados vão demorar a esquecer esse dia! E olha que tudo isso só me custou 10 reais!”
noiva de jangada noivos e pai da noivaD&G3
Você que pensa, Darlinha! O seu casamento na praia dos sonhos custou, também, um jogo de cintura que muuuitas de nós queríamos ter, viu?! :*
PS.: O pobre do jangadeiro, por sua vez, deve ter visto que ia esperar demais e foi embora, se contentando só com os 10 contos que tinha no bolso. Espero que ele não leia esse post, hein? Hehehe. 😛

No próximo post…

Toda noiva fica uma pilha de nervos, minutos antes do casamento. Pois é, nessa hora, o inacreditável pode acontecer! Tipo… Uma vontade louca de fazer xixi, exatamente quando você deveria entrar na cerimônia! Quinta-feira que vem, nós contamos como a Claudinha Andrade resolveu isso!!!