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casamento no parque

noiva joga o bouquet em casamento no parque
Criatividade, Economia

A exuberância da simplicidade

“O berimbelo-do-detalhe-da-fita-do-prendedor-do-guardanapo na decoração não ficou do jeito que eu queria. Estou desesperada!”.

Sim, ser noiva tem dessas coisas! Pior: às vezes, nos perdemos em meio a essa infinidade de pormenores. São tantas coisinhas pra organizar, contas pra pagar, tanta ‘rebimboca da parafuseta’ pra encaixar na nossa rotina maluca! No meu caso, cheguei a deixar até meu noivo meio de escanteio. Como pode?!

Sei também de algumas noivas que pediram empréstimo no banco pra fazer uma mega festa. Ah, não. Para, gente!

Hoje, vejo que atropelamos durante os preparativos, sem nos dar conta, a essência do casamento: a simplicidade e a leveza do amor.

Eu, particularmente, sou fã de quem consegue fazer uma celebração mais intimista, na qual a alegria dos noivos, de fato, é o principal elemento do ambiente. Ainda acho o máximo quando as noivas vão na contramão da sufocante indústria de casamento com criatividade e delicadeza.

noiva sorri em casamento civil

A Juliana, nossa personagem de hoje, é dessa vibe do “menos é mais”. Digo em relação à vida cotidiana mesmo. Ela nem pensava muito nesse negócio de casamento e seus detalhes até receber uma certa ligação.

“Em um belo dia de trabalho sem graça, o meu namorado (recém-reatado) liga e me pergunta, com aquela praticidade básica de um bom paulistano: o que você acha da gente casar?”

😯 Oi?

Nessa era de pedidos de casamento cada vez mais elaborados, com muito fuzuê, plateia, flashs, vídeo e pau de selfie, tá aí que gostei dessa simplicidade, que beira até mesmo uma inocência meio pueril, não é, gente?! A Ju até estranhou um pouco no começo.

“Confesso que nos sonhos esperava mais para o momento do pedido, mas gostei porque me senti livre para conversar antes sobre as minhas inseguranças”.

noivos se beijam em casamento civil

Pedido aceito, faltava apenas decidir: como vai ser a celebração? Bem… A noiva diz que se enquadrava no universo de proletariados sugados pela classe burguesa. Exageraaaaada! Na verdade, pessoal, ela era uma alta executiva de uma famosa editora. Pronto, falei! 😉

Mesmo assim, faltavam tempo, dinheiro e paciência para uma festa mais incrementada. Os pombinhos resolveram, então, casar só no civil.

“Mãe da Ju – Mas só no civil? Nã-nã-ni-nã-naum”

A Jack, a mãezona em questão, insistiu tanto que, a vontade de comemorar, seja lá como fosse, contagiou os namorados.   

A Juliana queria casar na praia, assim como a querida Darley (olha aqui como foi o casamento dela!), mas fazer uma festa fora da cidade de São Paulo, onde os noivos moravam, era algo impensável nesse momento.

E vocês sabem onde paulistano pega bronze (além da laje), né?! Nos parques!!! 💡  Pois é, fechou! A festa ia ser em um desses espaços públicos amados pelo povo da terra da garoa.

convidados soltam bolinhas de sabão em casamento no parque

A mãe da noiva se encarregou de ligar para administração do Ibirapuera, mas percebeu que o processo pra casar por lá era meio burocrático. Depois tentou o Parque Villa Lobos.

 “Mãe da Ju –  Moço é que quero fazer uma festa de casamento nesse parque aí. O que é preciso?  🙄

“Moço do parque –  É só ir e fazer! Boa sorte!”

“Mãe da Ju:  😮  🙂  😀 

“Corremos para 25 de março e fizemos a festa com o que tinha de mais charmoso, divertido e barato possível (chita para cobrir o chão e a mesa, coroa pink e tule para fazer meu ‘véu’ , suporte de papel amarelo para doces, taças coloridas, cestas para frutas, flores secas pro buquê, enfeite do bolo, etc.)”

noivos dançam em casamento no parque

Como era em um lugar aberto, o mau tempo poderia atrapalhar os planos. Pra dar mais emoção ao negócio, no dia anterior, uma chuva torrencial banhou São Paulo. Poxa vida! Casar com o parque todo enlameado não ia ser legal, né?! 

Para nOOOSSa alegriaaaa, no dia do casamento no parque, o sol apareceu e fez da comemoração um momento singular. O cenário da festa a la piquenique europeu foi montado na hora, com a ajuda dos amigos que iam chegando.

bolo com noivinhos em casamento no parque

“Minha mãe foi a grande responsável por tudo! Lógico que Deus entrou no meio de maneira assustadora. Ganhei o vestido de um amigo/pai, as fotos da turma do trabalho, a lua de mel de um casal de amigos, a confeiteira só aceitou metade do pagamento do bolo, amigos ajudaram com grana, uma tia me deu as alianças, enfim…uma provisão divina sequencial que me fez casar da forma que eu achava simples e gostoso. Lógico que com um pouco mais de grana melhoraria os detalhes. Mas o que fez ser especial não teve nada haver com o que o dinheiro podia proporcionar. Foi um casamento fora do convencional e que me fez viver o real propósito de festejar um casamento”. 

noiva se prepara para jogar o bouquet em casamento no parque

noivos se abraçam e se beijam em casamento no parque

Não preciso dizer mais nada, né?!

Chorei…

*Créditos das fotos: Verônica Mancini

No próximo post

Gente, na próxima quinta-feira vamos falar dos pajens e daminhas que são uma atração à parte no casamento, né?! Mas, às vezes, uma atração que não estava nos planos. Crianças, né?!  Elas aprontam umas coisas, que meu pai do céu…Venham e confiram as estórias na semana que vem!