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casamento por adesão
DIY, Economia, Originalidade

Casamento por Adesão: fica chato?

Não sei se foi minha irmã ou uma das minhas amigas malucas que falou pra mim uma vez, quando estávamos prestes a sair de mãos abanando rumo ao aniversário de uma amiga: “aniversário hoje em dia, meu bem, é moderno. Cada um paga o seu no restaurante e não tem essa de presente, não.”

Eu acho “ótema” essa ideia e muita justa. Todo mundo se encontra no restaurante, pede o que quer comer do cardápio, diverte-se e, no final, cada um paga o seu. Levo presente quando o cartão de crédito ainda tá de buenas (ou seja, no começo do mês 😁), mas quando o negócio tá apertado, vou sem presente mesmo, na vibe da “moderneza da vida”.

Agora vem a parte interessante. Esse estilo moderno de festa não está restrito aos aniversários, não.  Existe o chamado “casamento por adesão”, que vai nessa mesma pegada de convidado paga o seu.

casamento por adesão

Mas e aí, será que fica meio chato pro convidado, esse tipo de casamento? Afinal, não é um aniversário, que você comemora todo ano. É um CASAMENTO, né?!

Então, permitam-me contar um pouco da história da Aline Santos e do Diego para vocês tirarem suas próprias conclusões.

casamento por adesão

Os dois se conheceram em um grupo do Facebook em 2013. Alguns encontros e despedidas depois, vieram o namoro à distância (ele em Brasília e ela em São Paulo) e o noivado, com festa e tudo, em abril de 2014. Contando assim, parece que as coisas sempre foram fáceis e simples. Ledo engano, né, Aline?

Nesse período fiquei desempregada, então os planos de casamento ficaram pra depois, mas a saudade por conta da distância só aumentava mais. Foi então que decidimos casar somente no civil em outubro de 2015.

Eles estavam firmes nessa linha de casar apenas no civil e juntar dinheiro para mobiliar a casa. O problema é que as coisas foram fugindo do controle (conheço bem isso!). Pitacos dali, pitacos dacolá e o casal começou a cogitar a ideia de fazer mais do que um casamento civil.

Meu então noivo sempre quis casar na igreja. Eu preferia usar o dinheiro na recepção e, pra conseguir fazer as duas coisas, optamos pela recepção por adesão, já que não teríamos tempo hábil pra juntar dinheiro pra fazer uma festa e nem disposição emocional pra aguentar mais de mil quilômetros de distância por mais um ou dois anos.

casamento por adesão

E assim eles fizeram uma cerimônia simples e intimista na igreja e o casamento por adesão, no qual o convidado paga um valor X pelo seu consumo na festa, feita geralmente em um restaurante, reservado para aquela ocasião.  

casamento por adesão

Quando chegamos na pizzaria, pra minha surpresa, só tinha mais duas vagas de garagem disponíveis. A pizzaria lotou: 180 pessoas pagantes!!! Foi muito lindo ver todo mundo lá. Como fizemos o casamento por adesão, não coloquei lista de presentes no convite e, mesmo assim, ganhamos muitos presentes. Também não passei sapato da noiva e nem cortamos a gravata do noivo e, ainda assim, ganhamos bastante dinheiro no dia.

A Aline sabe que algumas pessoas não foram justamente por ser uma recepção por adesão. Mas isso não mudou em nada o brilho do momento.

casamento por adesão

Honestamente, não me arrependo nem um pouco do casamento por adesão. Casei sem dívidas, todo mundo amou a pizzaria e a pizza principalmente, saíram todos satisfeitos e felizes, como eu. Deixo aqui minha única dica: convide pessoas importantes pra vocês, porque a única coisa que é feia é usar de etiqueta pra fazer a lista de convidados, já que no fim das contas, você pode servir sanduíche ou lagosta e sempre vai ter gente falando mal. No nosso caso, se teve, eu não fiquei sabendo.

casamento por adesão

Então, e agora, o que você acha do casamento por adesão? Comenta aí pra eu saber sua opinião. 😉

*Fotos: Samuel Campos Fotografia

casamento diy karla e cristian
DIY, Economia

Casamento DIY: ter amigos é (mais que) fundamental

Já ouviu falar naquele ditado: “é melhor ter amigos do que dinheiro no bolso?” Meu marido ama dizer isso! Especificamente no casamento, a gente pode ver como essa frase é pura realidade! Mas tô falando de amigo, amigo! Aquele que é pau pra toda obra e que não fica com frescurites na hora do “pega-pra-capar”.

A Karla, de Fortaleza, pode falar desse ditado com muita propriedade. Faltando 3 meses pro casamento, ela ainda não tinha resolvido nadinha da festa, cerimônia… NA-DA!

Nessas horas, quem salva? Claro, o grupo de amigas no WhatsApp!

Amigas, help! 🙏

No grupo, disse que o casamento seria no estilo “DIY” (faça você mesmo, em inglês) e comecei a trabalhar na ideia. Optei pelo casamento religioso com efeito de civil. Procurei algumas alternativas de lugares, igrejinhas, restaurantes e acabou que uma amiga do trabalho, a Marta Câmara, me fez uma grande surpresa quando ofereceu a casa dela para que eu pudesse realizar a cerimônia. Foi algo emocionante e muito tocante para mim!

E olha que casa! Com um jardim amplo e uma capela, perfeitos para um casamento. 

casamento diy karla e cristian

Meninas, vocês sabem que ganhar um lugar desses de graça é simplesmente um presentaço de Deus, não é? Representa uma economia enorme! A noiva ainda contou com ajuda de outra amiga da igreja expert em casamentos e todo tipo de evento. Praticamente uma assessora particular, de graça!

Faltando um mês para a cerimônia, a noiva começou a colocar a mão na massa pra valer mesmo.

Já era tempo, hein, Dona Karla?!

As amigas, a mãe, a sogra, a irmã e o noivo também pegaram no batente pra terminar os detalhes da decoração: repararam as garrafas, etiquetaram os bem-casados, cobriram as garrafinhas de bolinhas de sabão, etc. Costumo dizer que amigo que é amigo, tem que queimar o dedo com cola quente nos preparativos do casamento  😆 

Tudo da decoração, o casal ganhou ou pegou emprestado dos amigos e da família: os quadros da mesa do bolo eram do quarto da irmã da Karla (Karine), os vasos de vidro da amiga Erianne, que também arrumou, maquiou e levou a noiva ao local da cerimônia (presentes de madrinha!), as bombonieres eram da mãe da Karla, e a mesa do bolo já era da casa da Marta (aquela que emprestou o espaço maravilhoso!). E tem mais:

casamento diy karla e cristian

O bolo eu ganhei da minha chefe, Mara Myrela. Uma grande amiga, Paula Said, me deu de presente os docinhos. As caixinhas para os doces, uma amiga, a Nadir, conseguiu as sobras de um casamento de uma prima dela. As plaquinhas de sinalização, eu ganhei do marceneiro, o qual não cobrou nada no dia que eu fui lá pedir para fazer (pasmem!!!). Depois, fiz o adesivo para colocar nas plaquinhas na mesma gráfica em que fiz a arte do convite! Minha mãe pagou pelo coquetel e pronto!

noivos casamento diy karla e cristian

entrada da noiva casamento diy karla e cristian

Dá pra perceber o quanto a Karla é uma pessoa amada e amável! Até o marceneiro não cobrou pelo serviço contratado.  😮

A noiva teve um sustinho na hora da cerimônia, pra dar aquela emoção a mais. Afinal, casamento sem emoção, não é casamento! 

A decoração não estava completamente pronta no horário marcado. Mas, mais uma vez, as amigas entraram em ação, finalizaram o que precisava e tudo ficou dentro dos conformes. Ou melhor, tudo ficou muito mais incrível do que a noiva tinha planejado.

arrumação do palete no casamento diy karla e cristian

Sempre digo que tive amigos-anjos ao meu redor e muito amor envolvido por parte de todos para que esse casamento acontecesse! Deus fez tudo perfeito! Um mini-wedding cercado de muito amor e lições! Quando perguntam quanto eu gastei, ninguém acredita, mas eu sei que esse faz parte de mais um dos muitos milagres que Cristo fez por mim!

casamento diy karla e cristian

amigas no casamento diy karla e cristian

A lista de amigos que ajudaram os noivos é enorme. A Karla ia lembrando e me mandando os nomes por que queria homenageá-los e agradecer tamanha disponibilidade e tamanho carinho. O celebrante, Pastor Humberto, não cobrou nada para realizar a cerimônia, assim como o amigo Ricardo Marques, que também deu uma palavra no dia e acompanhou o casal durante o namoro, além do Germano Ribeiro que deu de graça a filmagem do casamento.

Como tudo começou 

Meninas, a história de amor da Karla e do Cristian dá um outro post. É muito legal! Vou tentar resumir pra vocês.

Um amigo em comum dos dois insistiu pra que eles se adicionassem no Facebook. Ela em Fortaleza. Ele em Porto Alegre.

O papo começou, então, com a ajudinha do Tio Mark Zuckerberg. Depois os pombinhos passaram para o Skype e seis meses mais tarde eles se conheceram pessoalmente na terra do sol. 

Conversa pra lá, conversa pra cá, o casal resolveu encarar um namoro à distância mesmo. (Já viram esse outro post sobre namoro à distância?) O problema é que o Cristian ganhou uma bolsa para morar em Budapeste, na Hungria (longe pra caramba!) por 5 meses, pra fazer um trabalho voluntário.

E agora? Foram mais 5 meses de Skype. E quando o Cristian finalmente voltou…a Karla terminou. 
🙁

Tentamos ficar sem nos falar, mas não deu. O Cristian me ligava todos os dias. Decidimos que manteríamos apenas a amizade, mas em setembro de 2014, ele me “encostou na parede” e disse: “Ou você decide vir para cá ou eu vou para aí para nos casarmos ou, então,  a nossa história termina  aqui!

A Karla refletiu, conversou com a família dela e reatou o namoro. 🎉 🎉 🎉  Depois de pouco tempo, veio o noivado.

Ele chegou na minha casa de surpresa com as alianças na mão e um buquê de rosas e me pediu em casamento

Aí, o final vocês já sabem: uma celebração linda, intimista e delicada, fruto da união de esforços de pessoas que acreditam no amor verdadeiro, que não conhece distância. 💖

casamento diy karla e cristian

Fotos oficiais: Thiago Cascais

chuva de amor
Erros e lições, Originalidade

Chuva de amor

Eita, chuva de verão! Corre, “minino”, tira a roupa do varal! Esse ano ela veio com tudo. Pelo menos na maioria dos estados brasileiros, é água muita, né?!  Que ela continue caindo nos reservatórios e os encha até a tampa, amém?

Quem provavelmente disse um amém meio “chóxu” foi a galera que vai casar. Isso porque chuva e casamento geralmente não fazem uma combinação muito legal. Se os noivos estão preparando a cerimônia ao livre, então, viiixe! Têm calafrios só de olhar a previsão do tempo e ver aquele 1% (vagabundo) de chuva no grande dia.  😎 

A Renata planejou uma celebração em um domingo de manhã, ao ar livre, em uma pousada, toda no estilo DIY. Várias mãos ajudaram a fazer cada detalhe do casamento. No sábado anterior a festa, os noivos começaram a deixar o local com a carinha deles. 

chuva de amor

Montamos a tenda, as mesas, as cadeiras da cerimônia, o pergolado. Poucos detalhes ficaram para domingo de manhã. Chuviscou na hora do almoço, mas nada que atrapalhasse. Nosso plano B era, caso chovesse, fazer a cerimônia embaixo da tenda onde seria servido o almoço. Às 5 horas da tarde, começou a chover forte e não parou mais. Quando voltamos à pousada à noite, para levar algumas bebidas, percebemos que o jardim estava alagado e a tenda vazava, não segurava a chuva. Fiquei nervosa, mas confiante. Fui dormir pensando que iria acontecer como nessas histórias que lemos em blogs, onde a chuva dá trégua bem na hora da cerimônia.

chuva de amor

Realmente essas histórias aí que parecem mentira existem, viu?! Inclusive, tem uma impressionante aqui do Causos, que me emociona toda vez leio. Olha só ela aqui

Mas existem outras histórias também. Que também são de blog. Que também falam da chuva. Mas da chuva que não deu trégua. Que fez questão de comparecer na festa e deixar tudo diferente. 

Acordei às 4 da manhã do domingo com o barulho da chuva forte. Cheguei à pousada às 6h com tudo alagado. Só conseguia chorar. Tantos meses planejando cada detalhe, o balanço, a mesa do bolo embaixo embaixo da árvore, as mantas e as almofadas pela grama, o pergolado com o mar e os barquinhos de fundo. Desespero maior foi ver que o salão da pousada era pequeno e não caberiam meus convidados.

chuva de amor

O plano A e o plano B já não eram viáveis. O jeito era correr para encontrar um plano C. Os noivos, os padrinhos e depois alguns parentes e amigos que foram chegando ajudaram a transferir tudo para uma parte coberta. A dona da pousada (olha aí o milagre acontecendo de outra maneira) liberou um outro espaço que não estava no pacote e a celebração começou a tomar forma. Só depois disso, a Renata foi se arrumar.

chuva de amor

Atrasamos uma hora e meia. Quando iniciamos, abriram a porta do quarto e eu vi tudo no lugar. Toda decoração que eu tinha planejado sendo usada, todos os convidados acomodados de forma confortável.  Pensei: que chuva linda!!!! Todas aquelas pessoas levantaram cedo, andaram na chuva, se preocuparam em deixar tudo do meu gosto, se preocuparam em fazer eu e meu noivo felizes. Foi incrível ver o amor de cada pessoa presente ali. Todos me olhavam e sorriam. Meu noivo me esperando lá na frente me olhando com tanta ternura. Foi a chuva mais linda que eu já vi porque ela veio cheia de amor.

chuva de amor

Assim, os noivos resolveram receber toda a aquela água que caia do céu como benção. Como diz o ditado: “Viver não é esperar a tempestade passar, é aprender a dançar na chuva.”

chuva de amor

E eles dançaram, curtiram e deixaram o amor transbordar. As fotos ficaram tão espontâneas e contagiantes!

chuva de amor

Essa história mostra, mais uma vez, que há coisas que fogem do nosso controle e, por mais que estejamos com todos os planos muito bem bolados, a vida pode nos surpreender. Isso acontece muito em casamentos, mas em vez de você chorar pelo que deu errado, celebre o que deu certo, como a Renata fez!  😉

chuva de amor

Parabéns, Renata e Douglas!

casamento no sertão
DIY, Economia

Casamento no sertão: beleza em meio à seca

A paisagem não era das mais graciosas. Na verdade, era bem difícil achar graça naquele cenário castigado pela seca na cidade de Pereiro, no interior Ceará.

casamento no sertão

Mas, em um dia especial, a sequidão não foi páreo para a enxurrada de amor que encharcou de vida e cor aquele pedacinho do sertão. Era o casamento de Nívia e Toninho, um dos mais simples e ao mesmo tempo estonteantes que já vi.

casamento no sertão

Há algum tempo trabalho em uma empresa de fotografia e fotografamos muitos casamentos luxuosos. Porém, sempre pensei em algo mais simples no meu casamento, pois sou de uma família humilde do interior do Ceará, assim como o meu esposo.

Os caminhos dos pombinhos se cruzaram antes de Nívia voar para a cidade de São José dos Campos em São Paulo, onde mora desde 2009. O rapaz permaneceu no Ceará, solteiro, mas com os pensamentos lá na moça que foi embora. Os anos se passaram e em fevereiro de 2012, Toninho resolveu retomar o contato perdido.

E o homi foi ‘ligeiro bala’, falando no bom Cearês, com todo o processo de namoro, noivado e casamento. Pense!

Ele me ligou e em menos de um mês de conversa já me pediu em namoro e em casamento tudo no mesmo dia e pelo telefone (rs). Em julho, ele se mudou para São José para ficarmos noivos e decidimos que nosso casamento seria no Ceará, em dezembro de 2012.

casamento no sertão

Amigos e parentes foram os responsáveis por fortalecer a correnteza de alegria que banhou o lugar. No vasinho decorado, no arranjo de flores, na costura das roupas, na madeira cortada e trabalhada e em todos os cantos era possível ver o carinho e a dedicação de alguém querido. Um casamento totalmente DIY, com toques rústicos verdadeiros e requintes aprimorados de romantismo.

casamento no sertão

casamento no sertão

Tivemos um pouco de dificuldade por conta da organização à distância, pois só pude estar em Pereiro uma semana antes do casamento. Contei com a ajuda da minha mãe, irmã, tia, meus primos e amigos para providenciar tudo. Outra dificuldade foi a grande seca no Ceará. Estava tudo muito seco e, por exemplo, flores naturais não existiam. Tivemos que usar criatividade, amor, dedicação e empenho, mas acabou ficando tudo como nós queríamos.

casamento no sertão

Fico pensando, aqui cá comigo, que nenhum jardim europeu imponente seria capaz de emoldurar tão bem essa união cearense como o sertão assim fez, mesmo em meio a sequidão.

casamento no sertão

Não é à toa que o filme desse casamento ganhou o mundo pelas redes sociais. Eu perdi as contas de quantas pessoas me marcaram no vídeo, antes e depois de eu casar. E podem continuar marcando, tá? Não me canso de assistir. É como se, todas as vezes, respingasse em mim umas gotinhas dessa chuva de felicidade.

Vocês não viram o filme? Cliquem aí e segurem as lágrimas.

Casamentos_0001_Nivia e Toninho/Ceará from Neon Filmes on Vimeo.

Nívia e Toninho, que a relação de vocês seja esse ‘pé d’água’ de alegria e simplicidade, sempre! Parabéns.
Ah, vocês também já viram o post Exuberância da Simplicidade? Gente, acredite, é possível casar com pouco e ter uma celebração encantadora. It’s not about money!  😉

mesa de suspiros
Criatividade, DIY, Economia

Delícias caseiras para economizar na festa de noivado

Eram onze da noite e a “quase noivinha”, Raiane Esteves, terminava mais uma fornada de suspiros deliciosos. Um mimo para os convidados que estariam na festa de noivado, marcada para acontecer em poucos dias. É verdade que o pacote casamento + lua-de-mel + vida nova compromete a maior parte do orçamento e fica difícil separar uma graninha pra comemorar o noivado.  🙄 

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Acontece que muitos casais não  dispensam esse momento especial e a saída para economizar é colocar a mão na massa. E, como nós amamos uma boa dica, não perdemos a chance de pegar alguns truques com a Raiane.

A ideia de fazer as lembrancinhas veio do grupo de Do It Yourself (no Facebook), porque o dinheiro tava curto, mas a vontade de fazer algo do nosso jeitinho era grande! Vi a ideia dos suspiros em vários lugares, mas fui comprar algumas vezes e não estava gostando do que achava. Pareciam velhos ou sem graça. Por isso, decidi pesquisar na internet como fazer e vi que tinha como colorir também. A ideia de colocar nas cores da festa veio na hora! Levando em consideração que, na rua, eu não achava da cor da minha festa, só branco, e que um pacote, com 100 unidades, custava uns R$ 15, acho que saiu mais em conta, sim!

A receita suuuuuper simples, pra uma fornada, pede apenas: 4 claras de ovos, 2 xícaras de açúcar e corante em gel na cor desejada. Não tem segredo. :mrgreen:  Depois de bater as claras em neve, acrescente o açúcar e bata mais um pouco, até que a mistura fique bem firme. Junte o corante ou raspas de limão, como minha tia Teteca costuma fazer, e pronto! Pra terminar, basta montar um a um numa fôrma untada ou forrada com papel manteiga e levar ao forno baixo, por cerca de uma hora.

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Para ter esse acabamento delicado, a Raiane usou um saco de confeiteiro com bico do tipo pitanga. Uma dica é colocar a quantidade desejada em sacolinhas de papel, encontradas em lojas de festas e artesanato. Ficaram ou não uma graça?

suspiros

E no hall das delícias caseiras para animar o noivado de qualquer casal, não pode faltar o queridíssimo bem-casado. Apesar de ser um must have dos casórios, ele pode custar uma fortuna (quem sabe do que estamos falando, levanta o braço! o////). A noivinha, Bruna Vieira, passou por esse susto (tamo junto, haha), mas também encontrou uma saída de mestre no faça você mesmo.

Eu fiz um orçamento com uma conhecida do meu bairro, ela me cobrou R$ 1,50 a unidade do bem-casado (que ainda seria menor do que o que estou fazendo). Tivemos uma média de 100 convidados, sem contar as pessoas que trariam um amigo… Então, eu e meu noivo nos preparamos para 120 pessoas. Se eu encomendasse dois bem casados por convidado, gastaria R$ 360. Como queremos cortar gastos para o casamento, eu procurei receitas e testei, até achar a perfeita.

Com um custo de apenas R$ 30, com material, a Bruna preparou, não um, não dois, mas TRÊS bem-casados para cada convidado! Isso, sem falar que colocar os dons culinários em prática ajudou a enfrentar a ansiedade, antes do noivado.

bem casados

Cozinha para mim é terapia. Foi mais eficiente que o livro de colorir.  😆 

Ficou com vontade de copiar esse exemplo, mas acha que não dá conta? Relaxa, a receita que a Bruna indica não tem complicações. Vamos aos ingredientes:

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Comece pelo recheio, cozinhando a lata de leite condensado, por 30 minutos, na panela de pressão. Esse tempo é contado, a partir do momento em que a panela “pega pressão”. O resultado é um doce de leite mais claro. Quanto mais tempo a lata cozinhar, mais escuro e concentrado será o doce final.

Para a massa, junte, na batedeira, os ovos peneirados e o açúcar, por, aproximadamente, 10 minutos ou até conseguir uma consistência leve  e aerada. Aos poucos, acrescente a farinha de trigo e misture delicadamente. Por último, incorpore o fermento. Coloque a massa em um saco de confeiteiro e pingue os discos em uma fôrma untada ou forrada com papel manteiga. Em seguida, leve ao forno a 180º, por cerca de 8 minutos ou até a massa ficar dourada. Recheie com doce de leite e deixe descansar.

Prepare a calda com o açúcar de confeiteiro e água morna (apenas o suficiente para chegar a uma calda espessa). Mergulhe os bem casados, retire e deixe secar até o dia seguinte. Eles estarão prontos para serem embalados. Os da Bruna fizeram sucesso! Que tal seguir essa dica?  😉 

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Gastamos menos do que imaginávamos. Leva tempo e é cansativo, mas o resultado final é gratificante. Não podíamos deixar o preço final falar mais alto que o nosso sonho. Vencemos os preços altos e realizamos nosso sonho de dar mais um passo rumo à vida a dois. A três: eu , ele e a nossa menina.

Quanto amor! Depois de tanta inspiração, vamos caprichar na festa de noivado, hein? E não esqueça de nos contar como foi a sua! <3

Noiva e Pai da Noiva diy
Família no Casamento

“Meu maior medo era meu pai não lembrar de mim até a cerimônia”

A data marcada para 5 de março de 2016. Os preparativos em ritmo acelerado. A mudança de vida, depois do sim, se aproximando. Qualquer noiva não falaria em outra coisa, senão no próprio casamento. Mas e se você não fizesse ideia de como seria “o amanhã”?

Desde que descobriu, que o pai estava na fase inicial do Alzheimer, a noivinha,  Horrana Gomes, mudou a forma de ver e viver cada minuto, até o grande dia.

Descobrimos o Alzheimer, há um ano, mas a cada dia tem um fato novo e não tá sendo simples lidar com isso, nessa preparação pro casamento. Meu maior medo era meu pai não lembrar de mim até a cerimônia. Então, falar de importância, agora, é bem diferente, porque cada momento pra mim tem sido muito importante.

Seu Ivan Gomes já enfrentava algumas dificuldades pra guardar informações importantes, como a data em que levaria a filha até o altar. Horrana, sempre muito atenta, não perdia um detalhe.

Minha mãe sondou meu pai, pra saber se ele lembrava que eu ia casar. A resposta foi: “Claro, que ela vai casar, eu tô lembrando, sim, mas a data você tá me falando pela primeira vez”.

Família da Noiva

Acontece que o dia do casório era assunto diário em casa, claro. Como evitar que a doença apagasse da memória do seu Ivan os momentos mais felizes dessa fase em família? Era preciso encontrar uma saída e rápido! Foi aí que a filha teve uma ideia simples e brilhante, que mudaria o cotidiano dos dois: vamos começar um projeto do it yourself juntos!  😀

Pensei em algo que o fizesse lembrar todos os dias, de uma forma leve, o mês em que vou casar. O DIY tem cumprido muito bem esse papel! Além de ser divertido, tem alcançado o objetivo, que é envolver a família e manter a recordação do meu pai quanto à data. Ele ficou super feliz por se sentir útil nos preparativos e, em todo tempo, repetimos “temos 8 meses pra fazer”. Ele diz: “tem tempo ainda, né, filha? Com nossa agilidade, a gente termina rapidinho.”   😉

Começou a produção de sousplats feitos com papel jornal. A mãe, dona Rosana Gomes, ajuda como pode, comprando o material, opinando nas cores e mobilizando todos os conhecidos para conseguir o maior número possível de jornais. Já seu Ivan está completamente comprometido com a missão que ganhou da filha.

Todo dia, ele liga ou chega do trabalho falando quantos jornais conseguiu naquele dia e como fez pra conseguir. E sempre que eu chego do trabalho e ele está em casa, sentamos pra enrolar “canudinhos”. Ele sempre vem com uma nova técnica, um novo jeito de fazer. Sempre muito modesto, dizendo que somos muito eficientes. Rsrsrs…

Do It Yourself

O trabalho à quatro mãos precisa render, até março do ano que vem, 270 sousplats. E não tem moleza, o pai é 100% presente.

Me ajuda segurando a folha pra eu enrolar (não consegue enrolar sozinho), colando e juntando jornais, nos dias de trabalho (trabalha por escala). No segundo dia, recebi uma ligação: “Filha, consegui mais 5 jornais pra você! E se algum amigo aqui pedir, eu vou falar que, infelizmente, não posso dar, porque minha filha tá precisando pra casar daqui a 8 meses.”

Péra, que caiu um cisco, aqui, no meu olho… 😳 Que exemplo, hein? Depois de conhecer a família Gomes, tenho mais certeza ainda de que a vida é um dom incrível e que precisa ser preenchida com muito amor. O Glaudson Neto, futuro esposo da Horrana, pode ficar orgulhoso da nova família que ganhou. E ao seu Ivan, que completou 77 anos, ontem, só desejamos mais e mais dias cheios de sorrisos, como estes da foto!  :mrgreen:

 Família da Noiva

Quem sabe, ano que vem, a Horrana passa por aqui pra contar como foi o seu grande dia, hein?  😎

E você, querida leitora, aproveita e dá uma olhada na beleza especial que envolve um Casamento Feito a Mão!

Noivos
Criatividade, DIY, Economia, Erros e lições

Ter ou não ter cerimonialista?

Como todos os casais, meu marido e eu tivemos vários conflitos de opinião durante a preparação do casamento. Não escondo nem isso, porque faz parte, hahaha. Um dia prometo fazer um post sobre como o clima pré-matrimônio fica craaazy, principalmente, dias antes do “sim”. Hoje, especificamente, vou falar sobre “O Primeiro” de todos os embates. Não foi sobre o local da festa, a lista de convidados ou a igreja. O motivo da discórdia foi simplesmente uma questão: ter ou não ter cerimonialista. E até tomarmos a decisão, queimamos alguns neurônios.

Hahaha.. Oh o drama!  😆 

Meu noivo teimava que não era necessário e eu batia o pé que precisava de ajuda. Nosso orçamento era ainda mais apertado com a minha mudança pra SP programada para acontecer logo depois do casório. Do noivado em novembro de 2013 até o casamento em maio de 2014, economia era a palavra mais bonita do dicionário, mas do cerimonial eu não abria mão. Não dava conta de tudo sozinha, meu povo! As chances de dar m… eram bem grandes. Insisti, à contragosto do digníssimo futuro esposo. Comecei a pesquisar e tive chateação pra uma vida inteira. Encontrava super profissionais, mas valores de desanimar. Quando rolavam precinhos camaradas, não tinha a química necessária. Já estava desistindo, tanto que havíamos fechado igreja e buffet, confiando apenas no nosso taco. Foi quando, enfim, chegamos à nossa cerimonialista e foi amor à primeira vista, hahaha.  😆 

dama de honra

Com senso de organização, jeitinho maternal e sempre respeitando nossas opiniões, ela conquistou a gente de cara e nos ajudou até o final. Pelos posts anteriores, já deu pra perceber que nosso casório teve todos os imprevistos possíveis e imagináveis, né? Fizemos muita coisa por conta própria, do jeitinho que podíamos. Abrindo o jogo, não tínhamos budget pra contratar milhares de serviços, então contamos com ajuda de amigos, familiares e com as nossas “habilidades” pra fazer praticamente tudo o que deveria vir de fornecedores externos. Assumimos os riscos e, no dia, muito deu certo e muito deu “errado”, mas a nossa cerimonialista, cercada dos nossos anjos da guarda, ajudou a resolver o que era preciso sem que nós nem percebêssemos. Depois, até o maridão deu o braço a torcer.

Ter uma cerimonialista faz a gente ter um pouco de sossego no dia do casamento. Só precisamos aproveitar e não se preocupar com mais nada. Alguns problemas com fornecedores que a gente não teria tato pra resolver, ela ajudou. Os imprevistos que tivemos, sem a nossa cerimonialista, teriam sido muito pior. Ela deixou a gente com a cabeça mais leve pra curtir a cerimônia e a festa.

Noivos e Cerimonial

Pensando nesse assunto, conversei com algumas noivinhas, entre elas minha amiga, Bruna Lopes, que vai casar em 2017 com seu amado, mas já fechou cerimonial completo até o evento. Ela se deixou guiar pela confiança e contratou a mesma profissional que realizou o casamento do irmão e da prima. Claro, o valor fez jus ao tempo do serviço, mas, pra eles, a segurança faz o investimento valer à pena.

noivos

Eu quis porque sabia que podia confiar de olhos fechados. Foi meu primeiro contrato, depois fechei buffet e agora a igreja. Como só caso em 2017, não tem tanta urgência, mas com a ajuda dela consegui mega descontos. Você fica mais segura, porque tem uma pessoa pra tirar dúvida, dar feedback, dizer se tá caro ou barato, como está o valor do mercado, se cabe negociar mais.  E só de pensar na segurança que eu vou ter no dia do casamento. Eu já teria fechado tudo, mas ela fica: calma, espera a hora certa.

Então, tem que ter?

Não exatamente. O que funciona pra nós, pode não ser o ideal pra você. Cada caso é um caso. Minha amiga, Taira Monezzi, cuidou de tudo por conta própria e o resultado foi um dos casamentos mais lindos que já vi.

Comecei a organizar em janeiro e casei em agosto de 2014. Já fui deixando tudo ajeitado, vim pra Ribeirão Preto, visitar os lugares e encontrar os fornecedores. Aí, quando faltava dois meses, eu pedi demissão e um mês depois mudei pra cá. Assim, tive esse tempo pra me dedicar só ao casamento e fazer do meu jeito. Além disso, economizei. O serviço custava entre 1.500 e 2.500 na época.

Festa

A celebração com festa à luz do dia e “estilo casa no campo” teve 80 convidados, os mais próximos do casal. Cada detalhe feito artesanalmente deu o toque pessoal e intimista ao ambiente (Clique aqui pra ver mais!). E o que precisou ser comprado ou contratado, a noiva resolveu rapidinho, sem criar uma ruga sequer!  😉 

Basicamente, os únicos serviços que contratei foram o buffet, a chácara e o celebrante. Docinhos, comprei. Encomendei bem-casados num empório e eu mesma embalei. Comprei umas 200 mini-trufas com recheio de cereja e coloquei em forminhas de flor. Comprei metade da decoração da China. Fiz os arranjos da mesa e pros arranjinhos das mesas de convidados contei com a ajuda de amigas. Fiz os menus. O Juan (noivo) conseguiu o sistema de som com mesa e caixas. Foi tudo ótimo! Hahaha.   😀 

Como os noivos não eram big fans de formalidades, não houve protocolo algum e isso pra eles funcionou muito bem! Só alegria! <3

noivos

Oh, céus! E o que fazer, então?

Sobre ter ou não ter cerimonialista… Vou ser brega sem dó: siga seu coração, criatura! 😀

1 – Compreenda seu perfil, suas necessidades e seus anseios. Tome a decisão que vai deixar você e seu noivo mais à vontade, pessoal e financeiramente! Cada personalidade é única. Da mesma forma, ninguém conhece melhor o SEU bolso do que você mesmo.

2 – Seja consciente que imprevistos podem acontecer até no mais bem planejado dos casamentos. Não se desespere, tudo passa e o seu dia ainda pode ser incrível. Só pra citar alguns exemplos, lembra do casamento da Michelle em que o teto da igreja caiu? (Confira aqui) E a Bruna que casou em um jardim completamente aberto no dia em que a cidade ficou debaixo d’água? (Leia este causo) O cerimonialista vai simplesmente lhe ajudar a planejar, executar e resolver profissionalmente o que preciso for, usando “as manhas” que adquiriu ao longo do tempo no mundo casamenteiro.

3 – Tenha seu “anjos da guarda” colados em você. Seja sua mãe, sogra, um primo, uma prima, aquela tia-mãe, a amiga ou o amigo inseparável. Eles conhecem onde seu sapato aperta e vão te ajudar a lidar com as surpresinhas que podem surgir! Afinal, nossos parceiros do peito topam qualquer babado pra nos ver felizes, verdade? Can I get an amen in here?  :mrgreen: