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casamento por adesão
DIY, Economia, Originalidade

Casamento por Adesão: fica chato?

Não sei se foi minha irmã ou uma das minhas amigas malucas que falou pra mim uma vez, quando estávamos prestes a sair de mãos abanando rumo ao aniversário de uma amiga: “aniversário hoje em dia, meu bem, é moderno. Cada um paga o seu no restaurante e não tem essa de presente, não.”

Eu acho “ótema” essa ideia e muita justa. Todo mundo se encontra no restaurante, pede o que quer comer do cardápio, diverte-se e, no final, cada um paga o seu. Levo presente quando o cartão de crédito ainda tá de buenas (ou seja, no começo do mês 😁), mas quando o negócio tá apertado, vou sem presente mesmo, na vibe da “moderneza da vida”.

Agora vem a parte interessante. Esse estilo moderno de festa não está restrito aos aniversários, não.  Existe o chamado “casamento por adesão”, que vai nessa mesma pegada de convidado paga o seu.

casamento por adesão

Mas e aí, será que fica meio chato pro convidado, esse tipo de casamento? Afinal, não é um aniversário, que você comemora todo ano. É um CASAMENTO, né?!

Então, permitam-me contar um pouco da história da Aline Santos e do Diego para vocês tirarem suas próprias conclusões.

casamento por adesão

Os dois se conheceram em um grupo do Facebook em 2013. Alguns encontros e despedidas depois, vieram o namoro à distância (ele em Brasília e ela em São Paulo) e o noivado, com festa e tudo, em abril de 2014. Contando assim, parece que as coisas sempre foram fáceis e simples. Ledo engano, né, Aline?

Nesse período fiquei desempregada, então os planos de casamento ficaram pra depois, mas a saudade por conta da distância só aumentava mais. Foi então que decidimos casar somente no civil em outubro de 2015.

Eles estavam firmes nessa linha de casar apenas no civil e juntar dinheiro para mobiliar a casa. O problema é que as coisas foram fugindo do controle (conheço bem isso!). Pitacos dali, pitacos dacolá e o casal começou a cogitar a ideia de fazer mais do que um casamento civil.

Meu então noivo sempre quis casar na igreja. Eu preferia usar o dinheiro na recepção e, pra conseguir fazer as duas coisas, optamos pela recepção por adesão, já que não teríamos tempo hábil pra juntar dinheiro pra fazer uma festa e nem disposição emocional pra aguentar mais de mil quilômetros de distância por mais um ou dois anos.

casamento por adesão

E assim eles fizeram uma cerimônia simples e intimista na igreja e o casamento por adesão, no qual o convidado paga um valor X pelo seu consumo na festa, feita geralmente em um restaurante, reservado para aquela ocasião.  

casamento por adesão

Quando chegamos na pizzaria, pra minha surpresa, só tinha mais duas vagas de garagem disponíveis. A pizzaria lotou: 180 pessoas pagantes!!! Foi muito lindo ver todo mundo lá. Como fizemos o casamento por adesão, não coloquei lista de presentes no convite e, mesmo assim, ganhamos muitos presentes. Também não passei sapato da noiva e nem cortamos a gravata do noivo e, ainda assim, ganhamos bastante dinheiro no dia.

A Aline sabe que algumas pessoas não foram justamente por ser uma recepção por adesão. Mas isso não mudou em nada o brilho do momento.

casamento por adesão

Honestamente, não me arrependo nem um pouco do casamento por adesão. Casei sem dívidas, todo mundo amou a pizzaria e a pizza principalmente, saíram todos satisfeitos e felizes, como eu. Deixo aqui minha única dica: convide pessoas importantes pra vocês, porque a única coisa que é feia é usar de etiqueta pra fazer a lista de convidados, já que no fim das contas, você pode servir sanduíche ou lagosta e sempre vai ter gente falando mal. No nosso caso, se teve, eu não fiquei sabendo.

casamento por adesão

Então, e agora, o que você acha do casamento por adesão? Comenta aí pra eu saber sua opinião. 😉

*Fotos: Samuel Campos Fotografia

entrada do pajem
Buffet, Família no Casamento

Garçons e cozinheiros do buffet abandonaram a festa!

Todo casamento é preparado com muito carinho e cuidado, pra que o Dia D saia como o planejado. Foi desse jeito com a Layce Danielle e o André Stringhetti. Eles casaram em junho, no Clube do Exército, em Brasília. Foi um casamento intimista, só para os amigos e familiares mais “chegados”. Até a última hora, estava tudo certo. Pelo menos, o que o noivo pensava…

No dia do casamento, estávamos em contato com todos os fornecedores. Todos falaram que estava tudo dentro do planejado. Alguns minutos antes da cerimônia, cheguei ao local. Fiquei um pouco preocupado, pois não havia toda a equipe do buffet, nem a comida e a bebida contratadas. Isso, além de não ter a quantidade correta. Porém um dos funcionários disse que o dono do buffet já estava chegando, então me tranquilizei.

O noivo tentou deixar a desconfiança pra lá e o casamento começou, como o combinado. Perfeito!

noivos

A noite parecia que ia continuar tranquilamente, mas quando um dos padrinhos pediu ao André para acompanhá-lo à cozinha, URGENTEMENTE, ele já viu que não era notícia boa. Até eu tô nervosa, confesso!  😯

Todos os garçons haviam sumido. A comida e a bebida que faltavam não tinham chegado e a comida que havia não estava pronta.

panelas

Sério, foi isso mesmo! 😮  Eu estaria em pânico! 😥 Mas nem isso seria capaz de impedir a festa deste casal. É no sufoco que o extraordinário acontece. E, podem acreditar, quando se tem pessoas especiais por perto, o impossível se realiza!

Nesse momento, nossa família e amigos tiraram seus ternos e falaram: podem deixar conosco, que vai ter festa. Se precisar, vamos ser os garçons e os cozinheiros.

Alguns funcionários alegaram que foram embora, porque não receberam pagamento do buffet. O dono do buffet negou. Mas, na hora mesmo, não tinha tempo pra choro, nem vela. Além da forcinha dos convidados, o casal descolou até alguns garçons do próprio clube, de imediato. E a noiva? Bom, nós somos sempre as últimas a saber das coisas, certo, meninas? No caso da Layce, ela foi descobrindo aos poucos, ao longo da noite. Ainda bem, hein?! O casamento em si já é emoção o suficiente! No fim das contas, ela desabafou com a gente.

Ficamos muito chateados e estressados com a improvisação, no momento. No entanto, deu tudo certo, no final. Nossa lição de tudo isso foi que nossa família e amigos estavam lá para nos ajudar, quando mais precisávamos. Foi um trabalho em conjunto! Por isso, o nosso sonho se concretizou.

E, apesar da chateação e do improviso, os noivos ainda conseguiram aproveitar!

A festa foi ótima, a pista de dança bombou! Sentimos um amor muito grande por todos que estavam se divertindo conosco! Claro que ficamos chateados, no dia seguinte, mas já estamos ótimos, recuperados e felizes. Ficarmos tristes seria egoísmo, diante dessa prova de dedicação e amor dos nossos familiares e amigos!

hora do bouquet

É isso mesmo! Passamos meses planejando o casamento e, no dia, tudo acontece tão rápido que é preciso ter jogo de cintura, pra resolver os imprevistos e curtir ao máximo aquele momento tão especial. 😉  Depois não dá pra voltar no tempo! Que lição incrível a Layce e o André deixaram pra gente! Todo o amor do mundo pros dois! <3

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