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Erros e lições

noiva olhando noivo na igreja
Erros e lições

Nem tudo são flores, mas…

Qual noiva não sonhou com um casamento cheinho de flores na decoração, hein? As mais clássicas imaginam um ambiente elegante, com lírios e rosas. Quem quer fugir do tradicional e também economizar, como eu, vai de flores do campo, alegres e descontraídas. Afinal, o bolso conta e muito no planejamento. No meu caso, ainda mais, já que logo após a festa mudei para São Paulo com meu marido. Pois bem, muita gente talvez pense que o meu exemplo é o típico “barato que sai caro”. Na verdade, eu planejei tudo como podia, só que “o acaso” me brindou com várias surpresas. Calma, se eu sobrevivi ilesa, vocês também vão! Hahaha 😉

Bouquet de flores amarelo em casamento

Casei em maio deste ano, em Fortaleza. Mês de Nossa Senhora de Fátima. Mês das mães. Mês das noivas! Os valores não poderiam estar mais superfaturados, já que toda a cidade parecia disposta a esvaziar os estoques das floriculturas e afins. No buffet, decidimos pelas flores do campo, por três motivos básicos: tinham a ver com o meu estilo, combinavam com a festa que seria de manhã e, claro, entravam no orçamento. Não dava pra deixar passar que um pacote com 16 rosas custava, na época, cerca de 40 reais. Oi?! Não, você não leu errado.

Buffet, ok. Segundo round: Igreja. Escolhi um templo pequeno, acolhedor e que já era lindo, mesmo sem decoração. Pensei: Vai ser moleza! Pois é, mas não. Os orçamentos de decoradoras mais baratos que recebi ultrapassavam mil reais. Oo Não dava. Procurei um amigo que faz arranjos pra igrejinha do meu bairro. Um anjo que concordou em me ajudar. Fomos a uma distribuidora (uma das mais conhecidas naquela área da cidade), encomendamos flores do campo pra celebração religiosa e rosas pro buquê. Tudo não passou de 350 reais, além de um grande suspiro de alívio. Ótimo! Agora é só esperar a  hora do sim.

noivos ajoelhados no altar

Eu queria dizer que daí em diante foi só festa, mas que graça teria essa história, né?! Uma dica: Guarde todo o seu bom humor pra semana do casamento, você vai precisar utilizá-lo 😉 Sábado era o grande dia. Eis que na noite de quinta-feira recebo uma ligação, pra provar que Murphy existe:

– Senhora, aqui é da distribuidora de flores. É que a encomenda da senhora não veio. Houve um problema com o fornecedor. Só temos as rosas pro buquê e eu queria saber se a senhora vai querer. Se não for, vou vender pra um cliente que está aqui na loja.

Ééééé mesmooooo?! Respira, criatura, lembra da educação que teus pais te deram. Hahaha… Aí, caiu a ficha. No dia da encomenda, eles fizeram a nota com o pedido, mas disseram que eu só pagaria quando recebesse. Talvez, prevendo que poderia dar trêta, coisa que eu nem suspeitava. Reuni a equipe multidisciplinar: mãe, prima, madrinha, cerimonialista. Enxuguei as lágrimas e procurei uma solução. A quinta estava perdida. Sexta-feira, 24 horas para o casamento. Tarde demais pra procurar uma decoradora. Telefonamos pra várias distribuidoras e floriculturas. Muitas delas ainda estavam sem flores e rosas por conta do dia das mães e de uma peste que havia afetado a produção de alguns fornecedores (ainda mais essa!=,,,,).

Com muita dificuldade, conseguimos comprar o suficiente para o buquê e  gipsofilas, tangos e samambaias para a decoração, mas nada que enchesse a igreja ou que desse pra montar um cenário bonito. Era sexta à tarde. Muito arrasamento pra uma pessoa só! Foi quando minha prima, uma das melhores amigas que alguém pode ter, enxergou a luz e isso até hoje rende boas risadas. Acreditem se quiserem. Ela ligou para o amigo de um amigo que organizava um casamento naquela noite e perguntou se poderia pegar alguns arranjos depois da celebração. Os noivos já tinham cedido as flores para outro evento da Igreja (Nossa! Isso acontece com mais frequência do que imaginamos! Hahaha). Mas a minha prima é bem persistente, pegou indicação de outro casório e conseguiu!

flores na decoração de casamento na igreja

A negociação foi a maior comédia de todos os tempos: “Oi, é que eu sou de uma instituição de caridade e gostaria de saber se vocês poderiam doar as flores pra festinha do dia das mães…” (Nessa hora, a nossa vergonha na cara já tinha ido pro beleléu, hahaha) Após confirmar e acertar os detalhes e com uma Kombi emprestada pelo vizinho, a comitiva foi pegar as flores. Pra completar, os arranjos foram parar na casa da minha avó materna, que tem TRÊS gatos. Hahaha… Resultado: Todos acordados, regando os arranjos e protegendo as flores dos bichanos, até o dia clarear.

O dia amanheceu tranquilo, depois da “tempestade”. Minha família maravilhosa cuidou de tudo com o meu amigo-anjo que madrugou pra deixar a igreja linda e eu não ouvi mais falar das flores. A tensão era só por ver meu noivo no altar, nossa família e nossos amigos. Era o nosso “começo feliz” e assim foi! Só depois recebi os elogios, vi as fotos e percebi o quanto a loucura o esforço valeu à pena. Apesar dos contratempos, a igreja ficou incrível!!! Tinha até rosas e ninguém desconfiou da artimanha. Muitos devem descobrir agora, hahaha 😉 Já no Buffet, a decoração saiu ainda melhor que o planejado. Lá não tivemos problemas e as flores do campo, pra quem está cogitando a opção, fizeram lindamente o seu papel.

noivos saindo da igreja

Por isso, estejam preparadas! As chances dos seus planos saírem um pouco ou muito da linha é grande, mas não deixem de acreditar! Mesmo quando nem tudo são flores, ainda assim o nosso grande dia é único e inesquecível 😉

No próximo post

Próxima semana, vamos contar como você pode incrementar a decoração do seu casamento e até comprar o vestido dos seus sonhos direto da China! Muitas noivas estão investindo na ideia, mas as dúvidas ainda são muitas. Don’t worry, a Kamila Ladeira viveu a experiência na pele e vai dar todas as dicas quentinhas 😉  

noiva se enxugando no altar do casamento
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Casamento real: pingando de suor

Fortaleza é sempre quente. O ano todo. Tem a época da chuva, mas o calor não se acanha, não. No mês do meu casamento, junho, adivinhem: estava muito quente e abafado. Pelo menos pra mim. A chuva também poderia vir e meu casamento ia acontecer em um jardim. Mas tudo bem! Estava confiante que tudo ia dar certo. E se não desse, eu ia estar unida ao amor da minha vida no fim do dia, de qualquer forma. E era isso que, no fim das contas, importava. De verdade!

Mas o calor, ah o calor…fazia questão de estar ali, pertinho, se entranhando em meu ser.

Reuni minhas amigas em casa e me arrumei por lá (conto em outro post o que aprendi com isso). Mesmo que o ar condicionado fosse ligado, ele não dava conta. Abrimos janelas, portas, porteiras para o vento entrar. Não teve jeito. Eu fervia. Acho que tanto pelo nervosismo do casamento quanto pelo dia quente mesmo. A maquiagem só não derretia, assim que grudava na pele, porque era muito boa. Então, isso faz muita diferença. Bons produtos. Bons maquiadores.

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Durante a maquiagem, minha cerimonialista me lembra: estava faltando o suco das duas suqueiras para mesa de boas-vindas! Era um mimo que queria dar aos meus convidados, pra que se refrescassem do calor, que chegava a maltratar os menos acostumados. Tinha juntado garrafinhas de vidro durante meses e comprado canudinhos retrô fofos para que os próprios convidados pudessem se servir quando fossem chegando. Mas gente, esqueci do suco! Como assim?

– Coooorre, Diego (meu irmão)! Vai lá no Habib’s (o primeiro lugar que pensei) e compra suco de limão pra mim!

Ele foi, comprou duas garrafinhas de suco que não enchiam nem metade de uma suqueira. Meu Jesus! Respirei fundo, deixei um litro de suor cair e me recompus. Desencanei e ficou por isso mesmo. Acho que umas dez pessoas conseguiram tomar o suco. Depois acabou. Paciência…

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Quando coloquei o vestido de noiva, nossa! Aquele monte de pano, tule…já viu, né?! Eu sentia uma cachoeira entre as minhas pernas. Já cheguei ao buffet atrasada. Queria tirar fotos com os amigos e amigas da noiva antes da cerimônia. Não deu tempo. Fiquei mais agoniada. Traduzindo: mais suor saindo por todos os poros imagináveis.

Agora pense no meu estado de nervos quando a energia do buffet caiu, o microfone falhou e nenhuma das músicas que pedi foram tocadas na ordem correta durante o cortejo! Eu precisava fazer um enorme trabalho mental para não derreter.  De nervosismo e chateação, claro!  No altar, tinha certeza que ia desidratar. O tule do vestido grudava nas costas e nas pernas como se tivessem passado cola em todo meu corpo. Aqui uma dica que uma amiga, a Ana Barroso, deu: use meia calça. Segundo ela, a meia ajuda a controlar a situação da suadeira e você não sente os pingos escorrendo. Isso diminui o incômodo e o desespero, né?!

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A minha maquiadora querida, Vera Carvalho, retocava minha “zona T” o tempo inteiro. Tive a felicidade de contratá-la pra me acompanhar durante a festa. Se não, estaria destruída em todas as fotos. Ainda assim, em algumas delas, a raiz do meu cabelo aparece meio molhada e enrolada. E não era fim de festa, hein…

Mas sabe, não foi um dia de perfeição absoluta, mas foi o meu dia! O dia que marcou o começo dos meus novos dias. Pingando de suor, esse foi meu casamento real. Só meu!

Dicas: 

  • Quanto mais ar condicionado, melhor.
  • Use meia calça.
  • Bons maquiadores e bons produtos, sempre!
  • Pague para o maquiador te acompanhar durante a festa. Se não, compre o batom que você vai usar para retocá-lo.
  • Aqueles papéis pra tirar o brilho e a oleosidade podem ajudar.
  • Renda-se ao suor do meio pro fim da festa e seja feliz 😉

No próximo post

Próxima semana, vamos falar sobre alguns transtornos que podem acontecer com as flores da decoração! Imagine receber uma ligação do fornecedor na véspera do casamento informando que a sua encomenda não chegou e nem vai chegar.  O que fazer? A Tayce Bandeira vai contar como foi a experiência dela e como, depois do desespero, tudo foi resolvido de maneira criativa e linda!